quinta-feira, 8 de maio de 2008

Pré-história da América

Pessoal,

Abaixo mando três links interessantes sobre os mais recentes estudos sobre ocupação das Américas.

Chile tem assentamento humano mais antigo da América
O Monte Verde, no sul do Chile, é o assentamento humano mais antigo do continente americano, segundo cientistas. Os resultados de um estudo feito na região foram publicados na revista Science...
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Estudo: homens ocupam Américas há 14 mil anos
Novos indícios, entre eles traços de algas marinhas descobertos em um sítio arqueológico no sul do Chile, indicam que os humanos se estabeleceram nas Américas há mais de 14 mil anos, de acordo com estudos apresentados nesta quinta-feira pela revista Science...
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Fezes desbancam chegada do homem à América
Análises de DNA tiradas de fezes humanas fossilizadas indicam que os homens já habitavam a América do Norte há 14 mil anos, afirmaram hoje pesquisadores americanos... Leia Mais >>


segunda-feira, 28 de abril de 2008

Revoltas Urbanas da República Velha

AS REVOLTAS URBANAS NA REPÚBLICA VELHA (Fonte: Historianet)

República Velha é o nome dado ao período que iniciou-se com a Proclamação da República em 1889 e terminou com o movimento de 1930 que depôs o presidente Washington Luis. Durante esse período as oligarquias consolidaram-se no poder, apoiadas em sua riqueza, mas também em uma estrutura política típica, desenvolvida pelas elites.
No entanto, não podemos imaginar que, apesar de controlarem o poder de forma hegemônica durante mais de 30 anos, essa tenha sido uma tarefa fácil. Os trabalhadores, marginalizados politicamente e explorados economicamente rebelaram-se diversas vezes contra o poder das oligarquias, tanto nas cidades como no campo.

AS CIDADES

Desde o final do período monárquico as cidades conheceram um crescimento acentuado, apesar de o país preservar uma estrutura econômica essencialmente rural. A atividade financeira e industrial contribuíram para essa urbanização, assim como a abolição da escravidão. Nesse sentido o crescimento foi acompanhado pela formação da classe operária e de uma camada de trabalhadores braçais desqualificados, negros e mulatos, marginalizados ainda pelo preconceito racial.
O crescimento desordenado das cidades, em especial o Rio de Janeiro - capital do país - foi acompanhado pela marginalização, com as camadas pobres da população ocupando a periferia da cidade, as áreas baixas, sem as mínimas condições de saneamento.
A pobreza era bastante acentuada, fato que contribuiu para a eclosão de movimentos que passaram a contestar a ordem estabelecida.

A REVOLTA DA VACINA

Ocorreu no Rio de Janeiro em 1906, contra a política de vacinação forçada adotada pelo governo de Rodrigues Alves no combate à epidemia de varíola.
No início do século, a capital do país foi assolda por algumas epidemias, como a peste bubônica e a varíola, e contra esta última, o governo promoveu a vacinação da população.

Vários fatores contribuíram para a rebelião popular:
1) A vacinação foi decretada obrigatória, e o governo formou então as brigadas sanitárias, grupos encarregados de promover a vacinação nos bairros e que utilizou-se de grande violência.
2) A propaganda contrária realizada por grupos monarquistas, aproveitando-se do desconhecimento da situação por parte da população, estimulando-a à rebelião. Notem que nos dois casos há um profundo desprezo pelas camadas populares. As elites, no poder ou na oposição, não possuíam a mínima preocupação em esclarecer a sociedade em relação aos procedimentos adotados.
A rebelião ocorreu nos bairros, onde a população ergueu barricadas e com pau e pedras enfrentou a polícia. Após intensa repressão e a prisão de várias pessoas, a vacinação foi completada, eliminando-se a varíola da cidade.

A REVOLTA DA CHIBATA

O movimento iniciou-se em 22 de novembro de 1910 no navio Minas Gerais. Os marinheiros rebelaram-se contra os maus tratos, comuns na marinha brasileira, em especial, o costume de chicotear os marinheiros considerados faltosos.
Apesar de ocorrer contra os castigos determinados ao marinheiro Marcelino Menezes, a revolta já vinha sendo preparada há meses, e os marinheiros estavam bem organizados, dominando com rapidez outras embarcações.
Apontando os canhões para a cidade do Rio de Janeiro, os marinheiros exigiam o fim dos castigos corporais e a melhoria na alimentação, e o governo de Hermes da Fonseca, foi obrigado a atender às reivindicações e a conceder anistia aos líderes do movimento.
Apesar de eliminada a chibata, os líderes acabaram presos e muitos morreram torturados. O principal líder, o marinheiro João Candido, conhecido como "Almirante Negro" acabou sendo absolvido em 1912.

O Messianismo de Canudos e do Contestado (Revoltas da República Velha)

Canudos


O Contestado

terça-feira, 13 de novembro de 2007

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Era Vargas: O Estado Novo em Debate


Lula imita Vargas e fala em marco histórico
Pedro Soares ( Folha de São Paulo em 22/04/2006)

Em cerimônia comemorativa da auto-suficiência brasileira em petróleo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva imitou Getúlio Vargas (1882-1954) ao sujar as mãos no óleo, citou Tiradentes e disse que a marca constitui uma "outra independência", um "marco estrutural no desenvolvimento brasileiro", dividindo a história do país em "antes e depois".
Sob aplausos e conclamado a disputar a reeleição com gritos de "um, dois, três, Lula outra vez" pela platéia de convidados da Petrobras, o presidente criticou ainda as elites, que à época desacreditaram no êxito da exploração do petróleo no país e agora "desdenham do esforço do governo" de inclusão social.
A cerimônia comemorativa foi dividida em duas etapas. A primeira foi na bacia de Campos, a 278 km do Rio. Na plataforma de Campos, à qual só fotógrafos e cinegrafistas tiveram acesso, Lula inaugurou a produção de petróleo da plataforma P-50, repetindo um ato do ex-presidente Getúlio Vargas, em 1952: Lula molhou as mãos no óleo e imprimiu as marcas em macacões de funcionários da Petrobras.
A Radiobrás, agência de informação estatal, colocou até a foto histórica de Getúlio em seu site, ao lado da de Lula.

Após ler o texto acima e observar a imagem, responda:

1. A História pode ser repetida? Certamente que não! Mas é inegável o fato de que uma imagem – criada com uma grande carga intencional por departamentos ideológicos institucionais – bem consolidada do passado, é usada recorrentemente por políticos do presente. Por quê?

2. Quais ligações podemos fazer entre o governo Lula no momento dessa foto e o governo Vargas? Há semelhança de discursos? Quais?

3. Na sua opinião, qual a intenção do presidente Lula em repetir tal imagem?